Astronomia básica
Estrelas e constelações
Constelações são grupos de estrelas no firmamento que parecem próximas entre si, formando figuras imaginárias utilizadas como referência para localizar e identificar objetos celestes. Na maioria dos casos, essa proximidade é apenas aparente, pois as estrelas de uma constelação estão, na realidade, a distâncias muito diferentes umas das outras.
Algumas constelações são bem fáceis de localizar no céu noturno. Um bom exemplo é Crux, o nosso popular Cruzeiro do Sul. Devido à sua relativa proximidade do polo sul celeste, ele não é visível no Hemisfério Norte, exceto em regiões próximas à Linha do Equador.
Na foto abaixo, observa-se que o Cruzeiro está sempre acompanhado de um par de estrelas da constelação Centaurus, conhecidas como as guardas. Elas são Alpha (α) e Beta (β) Centauri e, apesar de parecerem estrelas únicas, na verdade são sistemas estelares:

Devido ao giro aparente do firmamento em torno do polo celeste, as constelações são vistas em diferentes inclinações ao longo da noite. A próxima imagem mostra o Cruzeiro do Sul em três posições distintas. As guardas, sempre à esquerda, ajudam na identificação do verdadeiro Cruzeiro:

No desenho a seguir, é possível ver como o Cruzeiro do Sul e suas guardas servem de guia para localizar o polo sul celeste:

O caçador
Outra constelação que se destaca é Órion, o Caçador. Em seu centro estão as famosas Três Marias, nome popular no Brasil, na Espanha e em grande parte da América Latina. Em outros lugares, essas três estrelas alinhadas e quase equidistantes são chamadas de Três Reis (Three Kings) ou Três Irmãs (Three Sisters). Juntas, elas formam o Cinturão de Órion.
Órion é visível durante todos os meses do ano e nos dois hemisférios, por estar situada próxima ao equador celeste. No Hemisfério Sul, aparece a noroeste e é mais facilmente observada no alto verão: nos meses de dezembro e janeiro, encontra-se entre o horizonte e o zênite. Já no Hemisfério Norte, surge invertida na vertical, a sudoeste, sendo típica do auge do inverno.
Logo abaixo do Cinturão está a Nebulosa de Órion, uma das poucas visíveis a olho nu. Ela aparece como uma mancha difusa, mas pode ser observada com muito mais nitidez através de um telescópio, mesmo que simples.

Expandindo as observações
No Hemisfério Norte, além de Órion, destacam-se também as constelações Ursa Maior e Ursa Menor:

Onde quer que você esteja (Hemisfério Norte ou Sul), é possível mapear o céu a partir de constelações de referência, como as que vimos aqui, identificando-se, gradualmente, outras estrelas e agrupamentos.
Dando continuidade a nossas observações, recorreremos a mapas celestes. No próximo artigo, falaremos um pouco sobre eles e disponibilizaremos dois modelos para recortar e montar. Continue lendo...
★ Edição: Mauro Mauler - Artigo publicado originalmente em 19/02/2024.
★ Revisto e atualizado em 20/09/2025.



